Seminário: Impactos da Pejotização para a Classe Trabalhadora
Os Diretores do SINDPEC, Joilda Cardoso e Rito Humberto participaram do Seminário: Impactos da Pejotização para a Classe Trabalhadora, realizado de forma híbrida, no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Salvador, no dia 15/09. Promovido pelo Fórum Estadual de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho (FORUMAT), em parceria com as centrais sindicais, o evento contou com a participação de especialistas, autoridades públicas, representantes sindicais e acadêmicos. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Cláudio Brandão, destacou o risco de esvaziamento da proteção social caso se confirme o entendimento de que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar a validade desses contratos. Ele alertou que a transformação generalizada de trabalhadores em pessoas jurídicas pode fragilizar direitos como jornada de oito horas, férias, FGTS, proteção à maternidade e programas de inclusão de aprendizes e pessoas com deficiência. A mesa debatedora contou com representantes do MPT, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Agenda Bahia do Trabalho Decente, do movimento sindical e de outras entidades parceiras.
CARTA CONTRA PEJOTIZAÇÃO Foi consenso entre as explanações que a pejotização é uma forma de ameaçar a proteção social do trabalho. Ao final do Seminário foi divulgada a Carta de Salvador contra a Pejotização. O documento é uma manifestação contra a liberalização irrestrita da contratação via pessoa jurídica e defende o fortalecimento do sistema de proteção social do trabalho. A Carta de Salvador contra a Pejotização está disponível para conhecimento e assinatura no linkhttps://forms.gle/nzdnbPjGEwxpzDmF6 .
HISTÓRICO A partir da Reforma Trabalhista (2017) e a decisão do STF em 2018, com a liberação para a terceirização da atividade-fim, criou a possibilidade de contratação via PJ, mudando os vínculos de emprego regidos pela CLT em contratos.
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